
As tarifas de 25 por cento sobre os automóveis estrangeiros, que afetam em grande medida os países da União Europeia, entrarão em vigor a partir da meia noite de hoje, disse Trump num anúncio no jardim da Casa Branca, com diversas bandeiras dos Estados Unidos em pano de fundo e na presença do vice-Presidente e dos principais membros do governo, incluindo os secretários de Estado e da Defesa.
Há também uma tarifa-base de 10% para todos os países, em todas as importações, anuncia Donald Trump. Este é um valor menor do que os 25% que se admitiu nas últimas semanas, numa eventual tarifa global – porém, os 10% são apenas uma tarifa-base à qual se podem acrescer outros encargos.
Usando um quadro com um ranking de países e as respetivas tarifas, Trump anunciou que no que diz respeito à União Europeia, que “parecem muito simpáticos, mas, roubam-nos à descarada”, cobram-nos tarifas de 39%, vamos cobrar-lhes 20%. Para a China, serão 34%, 32% para Taiwan, 10% para o Reino Unido e Brasil, 30% para África do Sul e 24% para o Japão. O Vietname terá uma das taxas maiores: 46%. O Cambodja é ainda mais: 49%.
“Estamos a ser muito generosas, somos pessoas muito generosas. Quem quiser evitar pagar as tarifas tem bom remédio: abra a sua fábrica aqui nos EUA e pagam zero”, afirma Trump.
Antes de assinar a ordem executiva instituindo as reciprocidade de tarifas, Trump apresentou a medida como uma defesa da produção industrial norte-americana, e na audiência estavam hoje vários operários equipados, alguns de capacete.
Trump também culpou os antigos presidentes, que "deixaram isto acontecer. Os nossos trabalhadores têm sofrido ataques terríveis. Dou-vos um exemplo, nós cobramos tarifas de 2,4% na importação de motas, mas as nossas motas na Tailânda, Vietname, Índia e outros países pagam tarifas de 60% e 70%”.
Após múltiplos alertas de especialistas económicos e financeiros sobre os impactos do aumento de tarifas na inflação nos Estados Unidos e no comércio económico global, o anúncio de Trump foi feito depois do fecho dos mercados bolsistas norte-americanos, que encerraram hoje em alta ligeira.
A imposição de tarifas foi hoje apelidada pelo Presidente de “Dia da Libertação”, após Donald Trump ter anunciado nos últimos meses aumentos de 25% dos direitos aduaneiros sobre as importações de aço, alumínio, automóveis e peças de automóveis.
*Com Lusa
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