“Claro que todos somos chamados a apoiar a Ucrânia na sua corajosa luta. Todavia, tenho de o dizer, com honestidade, que atingimos um limite quando se trata de entregas de reservas da ‘Bundeswehr'”, disse a ministra, numa entrevista publicada hoje no diário regional alemão Augsburger Allgemeine.

As tropas alemãs “devem continuar em posição de assegurar a defesa nacional e da Aliança”, argumentou, sublinhando que tal não significa que a Alemanha não possa fazer mais pela Ucrânia.

“É por isso que também esclarecemos o que a indústria poderia fornecer diretamente. Estamos constantemente a coordenar com a Ucrânia a este respeito”, frisou.

A ministra recusou-se, contudo, a revelar que armas estavam envolvidas, alegando haver boas razões para que essa informação seja classificada como secreta.

Acrescentou que, ao contrário do que referem outras informações, a decisão foi tomada a “pedido expresso da Ucrânia”.

“Há declarações claras a este respeito por parte do meu homólogo ucraniano, do seu adjunto e do adido militar. Naturalmente, mantemos estas indicações”, frisou.

Christine Lambrecht sublinhou ainda que se fornecessem todos os pormenores sobre as entregas de armas, a Rússia também disporia dessas informações “e só isso já teria implicações militares estratégicas”.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.626 civis, incluindo 132 crianças, e feriu 2.267, entre os quais 197 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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