De acordo com o Jornal de Notícias, os centros de saúde estão a rejeitar a inscrição de novos utentes, tanto aqueles querem inscrever-se como os que querem mudar de centro de saúde.

Há muitas unidades que atingiram o limite de utentes a que conseguem dar resposta, sendo que o problema não atinge o país de forma uniforme, já que há cidades onde alguns centros estão lotados e outros ainda com capacidade de resposta.

Segundo João Rodrigues, o coordenador nacional da Reforma dos Cuidados de Saúde Primários, contactado pelo diário, há duas razões para tal.

A primeira prende-se com a falta de informação dada aos cidadãos, que estão a inscrever-se em centros sem saber que estes já não têm capacidade. Já a segunda é a falta de capacidade de resposta, provocada pela carência de médicos e a dificuldade em fixá-los no Serviço Nacional de Saúde.

Uma das soluções, para já, passa pela criação de uma base de dados online onde vai ser possível consultar quais os centros de saúde onde há vagas nas listas dos médicos de família, sendo que esta informação deverá ficar disponível até à primeira semana de dezembro e os agrupamentos dos centros de saúde (ACES) vão publicitar os serviços mínimos prestados.

Segundo o JN, havia em setembro mais de um milhão de utentes sem médico de família e inscreveram-se recentemente mais de 380 mil, o que tem criado enormes pressões perante o SNS, dada a falta de médicos de família.

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