Alguns moradores desceram até à vila da parte da manhã e depois já não conseguiram fazer o caminho inverso, uma vez que a circulação automóvel tinha sido, entretanto, interdita devido ao fogo.

A equipa de reportagem da Lusa fez o trajeto de carro até à zona da Santa, na freguesia do Porto Moniz, no concelho com o mesmo nome, e percorreu uma parte da estrada em direção à freguesia das Achadas da Cruz.

Pelo caminho, foi possível observar alguns postes de iluminação pública danificados e outros caídos na berma da estrada.

O cheiro a fumo ainda tinha alguma intensidade e ao redor da estrada a paisagem que, outrora era verde, passou a preta.

O local onde decorre anualmente a Feira do Gado do Porto Moniz tem alguns pavilhões totalmente destruídos.

Na zona da Santa, o fogo esteve próximo das habitações e muitos moradores passaram a noite no centro paroquial da localidade. A Lusa passou pelo local cerca das 17:30, tendo constatado que ainda lá estavam alguns idosos.

O fogo deflagrou inicialmente na quarta-feira, cerca das 18:00, na freguesia dos Prazeres, concelho da Calheta, tendo alastrado durante a noite à freguesia contígua da Fajã da Ovelha e, posteriormente, na tarde quinta-feira, às freguesias da Ponta do Pargo (ainda no concelho da Calheta), das Achadas da Cruz e do Porto Moniz, ambas já no município de Porto Moniz.

Na tarde de quinta-feira, foi também sinalizado um incêndio na freguesia da Quinta Grande, no concelho de Câmara de Lobos, que permanece ativo. Nesse dia, ocorreu ainda um incêndio no Curral das Freiras, no mesmo concelho de Câmara de Lobos, que foi dominado.

O Governo da Madeira declarou na quinta-feira a situação de contingência devido aos incêndios que lavram na região, ativando, assim, o Plano Regional de Emergência de Proteção Civil.

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