Esta detenção de migrantes ilegais foi a mais importante efetuada em 2021 pelas autoridades, num reflexo de um aumento do número de pessoas que procuram refúgio na Europa após um decréscimo motivado pela pandemia do coronavírus.

Os 231 migrantes, provenientes do Afeganistão, Síria, Irão, Eritreia, Iémen e Paquistão, foram detidos por guardas costeiros turcos ao largo da localidade de Ayvacik, nas proximidades da ilha grega de Lesbos, indicou a agência noticiosa DHA.

Dois presumíveis traficantes, que teriam recebido entre 5.000 a 6.000 euros por migrante para garantirem a sua entrada clandestina na Itália, também foram detidos.

Os migrantes utilizam com frequência a Turquia como rota de passagem em direção a países da União Europeia, em particular através da Grécia, e geralmente arriscam-se a viagens perigosas, com as embarcações sobrelotadas.

Em 2016 a Turquia assinou um compromisso com a UE destinado a limitar o fluxo de migrantes em direção à Europa, designadamente em troca de uma ajuda financeira de seis mil milhões de euros.

A Turquia tem sugerido uma revisão deste pacto, face ao risco de um afluxo de refugiados afegãos após a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO do Afeganistão.

O chanceler conservador austríaco Sebastian Kurz suscitou uma forte reação de Ancara após ter afirmado no domingo ao jornal alemão Bild que a Turquia era “um local mais ajustado” que os países europeus para os refugiados afegãos.

Na segunda-feira, o ministério dos Negócios Estrangeiros turco definiu de “egoístas” as declarações de Kurz e afirmou que a Turquia “não se tornará no guarda fronteiras ou no campo de refugiados da União Europeia”.

Atualmente a Turquia acolhe no seu território cerca de 3,7 milhões de refugiados sírios.

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