“Na sequência dos incêndios que assolaram as freguesias das Achadas da Cruz e do Porto Moniz ao longo dos últimos dias, a Câmara Municipal do Porto Moniz decidiu isentar o pagamento da fatura da água a todos os munícipes das freguesias afetadas, no mês de outubro”, indica o município numa nota enviada às redações.

Citado no comunicado, o presidente da Câmara do Porto Moniz, Emanuel Câmara (PS), refere que houve “muita gente que realizou consumos acima da média para ajudar a combater os incêndios”, salientando que esta medida “é uma forma de retribuir a essas pessoas que, por vezes colocando a sua própria vida em perigo, tudo fizeram para salvar os seus bens e até outras pessoas”.

Segundo a autarquia, a medida, a par de outras que se encontram a ser preparadas para apoiar as vítimas dos incêndios, será apresentada na próxima reunião do executivo municipal, composto por três eleitos do PS e dois do PSD/CDS-PP.

A Câmara Municipal adianta, por outro lado, que o fornecimento de água na freguesia do Porto Moniz manter-se-á condicionado entre as 23:00 e as 05:00, “desaconselhando-se o consumo de água de rede até normalização da situação”.

A autarquia continuará a fornecer água engarrafada a todos os que necessitem, é acrescentado na nota.

"Neste momento, as equipas da Câmara continuam a desenvolver todos os esforços possíveis para repor a normalidade total no acesso à água potável em todo o concelho. O abastecimento dos depósitos de água, cujas nascentes foram afetadas pelos incêndios, está a ser efetuado com recurso a camiões cisterna”, realça Emanuel Câmara.

“A reposição das nascentes, atualmente inacessíveis por questões de segurança, é um trabalho de elevada exigência técnica, cuja duração ainda não nos é possível estimar, apesar de já termos equipas no terreno desde sábado a efetuar esse trabalho”, acrescenta o presidente da Câmara do Porto Moniz.

O incêndio mais devastador deflagrou na freguesia dos Prazeres, na Calheta, na quarta-feira, e alastrou-se depois ao concelho vizinho do Porto Moniz.

Na noite de sexta-feira para sábado, deflagrou um novo incêndio no sítio dos Terreiros, nas zonas altas do concelho da Ribeira Brava, que se estendeu à área florestal da freguesia do Jardim da Serra, já no município de Câmara de Lobos.

O suspeito de ter ateado o incêndio florestal no concelho da Calheta, detido pela Polícia Judiciária em flagrante delito na sexta-feira, foi ouvido no sábado em tribunal e ficou em prisão preventiva, uma medida de coação substituída por internamento numa instituição de saúde mental. Na manhã de domingo, todos os focos de incêndio estavam em fase de rescaldo e vigilância.

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