"Foi alcançada há pouco tempo uma fórmula para o anúncio pelo Egipto de um acordo de tréguas”, que inclui o compromisso do Cairo de “trabalhar a favor da libertação de dois prisioneiros", anunciou Mohammed Al-Hindi, chefe da ala política da JIP, numa declaração.

Não foi avançada até agora qualquer indicação dos termos da trégua ou de quando entrará em vigor. O mediador egípcio já tinha anunciado esta tarde ter obtido o acordo de Israel para uma trégua.

Os dois prisioneiros em causa são Bassem Saadi e Khaled Awawdeh.

A detenção na passada segunda-feira de Bassem Saadi, um líder da Jihad Islâmica Palestiniana na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, levou ao atual surto de violência.

O exército israelita lançou a sua operação na sexta-feira, anunciada como um "ataque preventivo" contra a Jihad Islâmica, no qual os seus principais líderes militares em Gaza, Tayssir Al-Jabari e Khaled Mansour, foram mortos juntamente com vários combatentes do grupo.

As mortes dos líderes militares foram confirmadas pela Jihad Islâmica, considerada "terrorista" por Israel, pelos Estados Unidos da América e pela União Europeia.

O primeiro-ministro israelita, Yair Lapid, disse que a operação em Gaza iria continuar "enquanto fosse necessário", descrevendo o ataque que matou Khaled Mansour no sábado como um "resultado extraordinário".

As autoridades israelitas justificaram a operação lançada na sexta-feira pelo seu receio de represálias por parte da Jihad Islâmica após a detenção de Bassem al-Saadi em 01 de agosto na Cisjordânia, um território palestiniano ocupado por Israel.

Nos últimos dois dias, cerca de 40 membros da Jihad Islâmica foram presos pelas forças israelitas na Cisjordânia.

Antes do anúncio agora divulgado pela Jihad Islâmica, o movimento armado palestiniano tinha lançado vários morteiros sobre Israel e Jerusalém, que foram intercetados pelo sistema de defesa antimíssil israelita, de acordo com o seu exército.

Na Faixa de Gaza, 17 palestinianos, incluindo nove crianças, foram mortos hoje mortos em resultado de rusgas do exército israelita em Jabaliya, Cidade de Gaza e Rafah, segundo o movimento armado palestiniano Hamas, no poder neste enclave sob bloqueio israelita há mais de 15 anos.

Desde o início desta operação israelita contra a Jihad Islâmica na sexta-feira, "43 palestinianos foram martirizados, incluindo 15 crianças" e "311 foram feridos", de acordo com o último relatório do ministério da Saúde do Hamas.

O diretor do hospital al-Shifa em Gaza fez saber que as instalações sob a sua responsabilidade necessitam urgentemente de medicamentos e eletricidade para continuar a cuidar dos feridos.

A única central elétrica de Gaza foi encerrada no sábado devido à falta de combustível, quatro dias depois de Israel ter encerrado as estradas de ligação ao enclave citando preocupações de segurança.

Antes dos morteiros serem hoje disparados de Gaza, soaram as sirenes de alarme para os projéteis em Jerusalém, Telavive e Ashkelon.

O confronto entre Israel e a Jihad Islâmica é o pior desde o confronto entre Israel e o Hamas em maio de 2021. Em 11 dias, 260 palestinianos, incluindo combatentes, foram mortos e 14 israelitas, incluindo um soldado, morreram, de acordo com as autoridades locais.

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