Nem a pandemia, nem as polémicas em torno dela parecem longe de terminar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) avisou hoje que a pandemia da covid-19 "está longe de acabar", lembrando que novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2 podem surgir depois da disseminação da variante Ómicron, mais contagiosa.

"Esta pandemia está longe de acabar, e com o incrível crescimento global da Ómicron, novas variantes podem surgir", advertiu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado pela Lusa, na habitual videoconferência de imprensa da organização sobre a evolução epidemiológica da covid-19.

Ghebreyesus reiterou que, apesar de ser menos grave, a Ómicron está a causar hospitalizações, a maioria entre pessoas não vacinadas, e mortes.

"Mesmo os casos menos graves estão a inundar as unidades de saúde", alertou, assinalando que, em muitos países, "as próximas semanas vão continuar a ser críticas para os profissionais e sistemas de saúde".

"Peço a todos que façam o melhor para reduzir o risco de infeção, para que possam ajudar a aliviar a pressão dos sistemas" de saúde, apelou o dirigente da OMS, enfatizando que a vacinação "é a chave para proteger os hospitais de ficarem sobrecarregados", porque continua eficaz a prevenir a doença grave e a morte.

Segundo a OMS, na semana passada foram reportados mais de 18 milhões de novos casos de infeção no mundo. O número de mortes por covid-19 "manteve-se estável".

A pandemia da covid-19 provocou mais de 5,5 milhões de mortes em todo o mundo, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa AFP. Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.380 pessoas e foram contabilizados 1.950.620 casos de infeção, segundo dados atualizados da Direção-Geral da Saúde.

Entretanto, a Procuradoria-Geral da República confirmou hoje a abertura de inquérito para averiguar o caso da morte da criança com teste positivo para SARS-CoV-2 no domingo no Hospital de Santa Maria.

Em resposta ao SAPO24, o gabinete de comunicação da PGR confirmou "a instauração de inquérito que corre termos no DIAP de Lisboa".

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) anunciou esta segunda-feira que um menino de seis anos com teste positivo para SARS-CoV-2 morreu no domingo no Hospital Santa Maria e que as causas da morte estão a ser analisadas.

É cedo para especular. Mesmo que o centro hospitalar tenha deixado escrito, em comunicado, que “a criança tinha a primeira dose da vacina contra a covid-19, tendo o CHULN notificado o caso ao Infarmed e à Direção-Geral da Saúde”, refere o comunicado.

Certo é que a criança deu entrada no Hospital de Santa Maria no sábado já com “um quadro de paragem cardiorrespiratória” — e o jornal 'Expresso' aponta uma outra explicação para o que se poderá ter passado: engasgamento.

O Infarmed já avisou que estão a ser recolhidos “dados adicionais por parte do notificador para análise e avaliação da imputação de causalidade, uma vez que, não sendo a aparente relação temporal o único determinante na avaliação da causalidade, é necessário proceder à recolha de toda a informação clínica”.

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