“Enquanto Governo, o facto é que não somos capazes de prevenir os atos que eles cometeram, e sentimo-nos bastante tristes, todos os dias polícias e elementos das forças de segurança morrem”, disse o chefe do Governo, colocando o número de vítimas nas “centenas”, de acordo com a agência Associated Press.

O aumento da violência em Oromia, motivado pelos confrontos com o Exército de Libertação Oromo (OLA), surge depois de o conflito com a Frente Popular de Libertação do Tigray, que já dura há 20 meses, parecer estar a entrar numa fase de abrandamento devido à existência de negociações entre as duas partes.

“A unidade e os interesses do nosso país, se ficarem difíceis de assegurar de forma pacífica, vamos pagar o sacrifício com as nossas vidas”, disse Ahmed aos deputados, durante a sua intervenção, acrescentando: “Tirando isso, acreditamos que há esperança, a nossa porta vai continuar sempre aberta para a paz”.

O primeiro-ministro da Etiópia tinha acusado na segunda-feira o OLA de ter levado a cabo um novo “massacre” de membros da comunidade Amhara na região de Oromia e prometeu “eliminar” o grupo, num momento em há relatos que apontam para a morte de cerca de 200 pessoas num ataque contra a cidade de Mechara Lemlem.

O incidente ocorreu menos de uma semana depois de as autoridades etíopes terem anunciado que aumentou para cerca de 340 o número de civis massacrados num ataque realizado em meados de junho por supostos membros da OLA contra a cidade de Tole Kebele, na região de Oromia, e num momento em que se verifica um agravamento da situação de segurança neste país africano.

A área de Oromia, onde o ataque foi realizado, fica perto da região de Gambela, onde dezenas de pessoas morreram nos últimos dias num outro ataque, também atribuído a membros da OLA, grupo que aumentou as suas ações nos últimos meses, mas que se desvinculou do ataque.

O OLA, separado da Frente de Libertação Oromo (OLF) após o acordo de paz de 2018, reivindicou a responsabilidade por vários ataques – especialmente em Oromia – nos últimos meses.

A OLF lutou durante décadas pela secessão da região de Oromia, mas em 2018 anunciou que desistia da luta armada, aceitando a oferta de amnistia do primeiro-ministro.

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