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Sócrates assombrou o dia em que o "papão" Pedro Nuno Santos entrou na campanha

Rita Sousa Vieira
Rita Sousa Vieira

Em entrevista à CNN Portugal, conduzida pelo jornalista Júlio Magalhães, o ex-primeiro-ministro socialista afirmou esta sexta-feira que “não quer entrar na campanha". Mas entrou hoje (e em todas as vezes que o seu nome foi mencionado ao longo das últimas semanas, como em alguns dos debates).

Considerando “as maiorias absolutas muito difíceis”, José Sócrates, que já não pertence ao PS, deixou ainda implícito na entrevista que irá votar em António Costa.

Se, por um lado, disse que votaria no líder dos socialistas, por outro, deixou-lhe um aviso: “quem quer uma maioria absoluta talvez devesse começar por não desmerecer a única que o Partido Socialista teve na sua história”. Sócrates referia-se à sua primeira eleição, em 2005, com 45.03% dos votos.

Mas quem não viu esta entrevista foi António Costa.

No final de uma ação de rua em Leiria, confrontado com esta declaração de José Sócrates, o atual secretário-geral do PS e primeiro-ministro não fez qualquer comentário, limitando-se a dizer por três vezes: “Não tive a oportunidade de ver”.

Já quando um jornalista perguntou a António Costa se José Sócrates é “um ativo tóxico”, o líder socialista contrapôs: “Tóxico é não votarmos nas eleições legislativas”.

“O que é tóxico é não acreditarmos numa política de valorização do rendimento das famílias, seja por aumento de salários, ou por redução dos impostos”, acrescentou.

À tarde, em Espinho, Costa teve a companhia do "papão" Pedro Nuno Santos (a expressão é sua, mas já lá vamos), cabeça de lista do PS por Aveiro.

Recebido por centenas de apoiantes socialistas, esta vez, ao contrário do habitual, em que o cabeça de lista tem um papel secundário, além de Costa, gritou-se também Pedro Nuno.

“Gosto muito de ter o Pedro Nuno porque é um dos melhores que nós temos, felizmente, na nossa equipa. E é isso que contribui para o PS ser um PS forte e dar garantias aos portugueses que vamos poder continuar a avançar no próximo dia 30”, declarou Costa.

E os elogios não se ficaram por aqui.

Questionado sobre o seu futuro na liderança do PS, Pedro Nuno Santos respondeu: “Por amor de Deus, estamos numa campanha muito importante com o melhor político português a candidatar-se a primeiro-ministro. O que temos de fazer é assegurar uma grande vitória no dia 30”.

O antigo líder da JS e atual ministro das Infraestruturas e da Habitação respondeu aos jornalistas e a Rui Rio.

“Se o doutor Rui Rio acha que eu sou um papão, então só tem uma solução: votar em António Costa”, afirmou Pedro Nuno Santos, com o líder socialista a seu lado a reagir com uma gargalhada.

Recorde-se que no frente a frente televisivo com António Costa, o presidente do PSD advertiu que o atual primeiro-ministro pode não formar Governo mesmo em caso de maioria relativa do PS, dando então lugar a Pedro Nuno Santos, que classificou como fazendo parte de uma ala radical à esquerda.

O resumo completo do sétimo dia de campanha para ler aqui

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