
“Este é o período mais mortífero na história do movimento de prisioneiros palestinianos desde 1967”, afirmou o comité num comunicado, recordando que, dos 60 prisioneiros mortos desde o início da guerra na Faixa de Gaza, apenas se conhece a identidade de 39.
Os números divulgados pelo comité palestiniano surgem uma semana após a morte de Aziz Abuh Fanouneh, que havia sido detido juntamente com o seu irmão em 07 de outubro de 2023, data do ataque do grupo extremista Hamas em Israel.
“As informações disponíveis indicam que Aziz Abuh Fanouneh estava detido na prisão de Ayalon [sul de Israel] e foi recentemente transferido para o hospital, onde foi declarado morto. Antes da sua detenção, não tinha quaisquer problemas de saúde conhecidos”, refere o mesmo comunicado.
Durante os meses em que Fanouneh, de 34 anos, esteve detido, Israel não informou os seus familiares sobre o seu estado de saúde, nem permitiu visitas, denunciou a comissão.
A comissão acusou Israel de “ocultar deliberadamente informações sobre o destino dos prisioneiros e de manipular as respostas sobre as suas mortes, de modo a fugir à responsabilização internacional”.
A organização palestiniana advertiu que o número de mortos entre os palestinianos detidos continuará a aumentar, uma vez que os mesmos são sujeitos “a crimes constantes, incluindo tortura, fome e violência sexual”.
A maioria dos prisioneiros palestinianos libertados por Israel nas últimas semanas, no âmbito do acordo de cessar-fogo entre Israel e o movimento extremista palestiniano Hamas, estavam emaciados e mostravam sinais de maus tratos, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo em Gaza, em 19 de janeiro, após 15 meses de guerra, todas as semanas são trocados reféns raptados durante o ataque do Hamas de 07 de outubro de 2023 e prisioneiros palestinianos detidos por Israel.
No total, 25 reféns israelitas vivos e quatro mortos foram devolvidos a Israel desde o início da trégua, de um total de 33 previstos durante a primeira fase do acordo, em troca de cerca de 1.100 palestinianos de um total de 1.900.
A três dias do fim da primeira fase do acordo de cessar-fogo, ainda não foram negociados os termos da segunda fase, que deveria pôr termo à guerra.
A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada por um ataque sem precedentes do grupo extremista palestiniano Hamas ao sul de Israel em 07 de outubro de 2023, provocando a morte de cerca de 1.200 pessoas e fazendo cerca de 250 reféns, a maioria dos quais civis.
Em resposta, Israel lançou uma ofensiva militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 48.300 mortos, igualmente na maioria civis, de acordo com as autoridades locais controladas pelo Hamas, e um desastre humanitário.
Comentários