A requisição decretada pelo Governo é contestada por cerca de 20 proprietários com habitações no Zmar e o advogado Nuno Silva Vieira, que representa a maioria, afirmou que o complexo "não é apenas um parque de campismo, mas sim um espaço onde existem várias habitações particulares".

À Rádio Observador, o advogado referiu que há "um vício" na fundamentação do despacho que aprova a requisição civil, uma vez que o Governo diz que esta medida foi tomada depois de não ter sido alcançado um acordo com a administração do empreendimento turístico, mas não houve sequer discussão sobre isso. Assim, diz, a requisição civil "não está bem feita".

O primeiro-ministro anunciou no final do Conselho de Ministros, na quinta-feira, que o executivo iria fazer requisições naquele município alentejano, com o objetivo de instalar pessoas infetadas, pessoas em risco de contágio e também população que vive em situação de "insalubridade habitacional admissível, com hipersobrelotação das habitações", como é o caso de trabalhadores agrícolas emigrantes, entre os quais têm sido detetados surtos de covid-19.

O advogado reagiu ainda ao início da colocação das pessoas no Zmar, anunciada para esta segunda-feira. "Nós não vamos aceitar, mas o Zmar tem 80 hectares e não podemos tapar todas as entradas", disse. "Compreendemos que o Governo queira agir com força. Mas isso será um segundo atentado. Vamos agir em conformidade", garantiu.

O Zmar situa-se na freguesia de Almograve-Longueira, umas das duas freguesias - juntamente com São Teotónio - do concelho de Odemira, distrito de Beja, que estão sob cerca sanitária para controlo epidemiológico.

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