Portugal entra já este sábado numa nova fase. Melhor: 270 dos 278 municípios de Portugal continental entram, no primeiro dia de maio, na última fase do plano de desconfinamento. Ficam de fora oito concelhos, de norte a sul.

Na generalidade do continente, as grandes mudanças a reter são:

  • Horários de funcionamento:
    • Restaurantes e espetáculos até às 22h30;
    • Comércio em geral: até às 21h00 nos dias de semana e até às 19h00 nos fins de semana e feriados.
    • Centros comerciais e lojas passam a funcionar até às 19 horas aos fins de semana e até às 21 durante a semana;
  • Os restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar com a limitação condicionada a um máximo de seis pessoas por mesa no interior e dez pessoas por mesa nas esplanadas;
  • Salas de espetáculos também podem funcionar até às 22:30;
  • Os ginásios podem funcionar com aulas de grupo, observando as regras de segurança e higiene;
  • A prática de todas as modalidades desportivas passa a estar permitida, bem como e para todas a atividade física ao ar livre;
  • A lotação para casamentos e batizados passa a estar limitada a 50% do espaço;
  • Haverá ainda uma avaliação semanal, para averiguar se os concelhos cuja situação epidemiológica melhore podem avançar no desconfinamento;
  • Reabertura das fronteiras terrestres com Espanha;
  • Teletrabalho mantém-se obrigatório até ao final do ano.

Não é o fim da pandemia, muito menos dos cuidados, mas é mais um passo no caminho da reabertura. O primeiro-ministro avisou hoje que “nada está adquirido para o futuro” e que será preciso “uma luta diária” para não se perder nenhuma das conquistas alcançadas no desconfinamento devido à pandemia.

António Costa deixou estes avisos no final do Conselho de Ministros de hoje, que decidiu que há condições para “dar o passo em frente” para a próxima etapa do desconfinamento.

“É preciso que todos nos possamos congratular com a evolução muito positiva que o país conseguiu neste processo de desconfinamento, mas recordar que nada está adquirido para o futuro”, alertou.

Segundo o chefe do executivo, “esta é uma luta diária” que o país terá “de continuar a travar” para não perder aquilo que conquistou no combate à epidemia de covid-19.

“O desejo que todos temos é que possamos ir prosseguindo sustentadamente, com cautela, este processo de desconfimento, enquanto vai avançando a um ritmo crescente o processo de vacinação”, disse.

A euforia, porém, não existe em todo o país e os concelhos de Odemira (freguesias de São Teotónio e Longueira/Almograve), Aljezur, Resende, Carregal do Sal, Portimão, Paredes, Miranda do Douro e Valongo não podem ainda passar para a quarta etapa de abertura.

É difícil saber se tudo isto é o princípio do fim — ou se o fim do princípio. O tempo todo de pandemia que levamos — com histerismos e ceticismos exacerbados — ajuda apenas a ter a certeza de que todos os prognósticos são arriscados.

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