À saída de um Conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia na vertente de Defesa, em Bruxelas, naquela que foi a sua primeira reunião ao nível dos 27 desde que assumiu o cargo, Helena Carreiras confirmou que “houve um apoio generalizado à adesão da Finlândia e da Suécia, mas também a convicção de que essas divergências com a Turquia, que a Turquia colocou, vão ser ultrapassadas”.

“O tom geral é que conseguiremos ultrapassar essas divergências. Os países estão a conversar e acreditamos que sim”, afirmou, depois de, na véspera, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter renovado a ameaça de que Ancara vetará a entrada da Finlândia e da Suécia na NATO se estes países mantiverem a sua política de "acolhimento de guerrilheiros curdos".

Na véspera, à saída de uma reunião dos chefes de diplomacia da UE, também em Bruxelas, o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, manifestou-se igualmente convicto de que “há uma boa base de diálogo que já está em curso entre a Turquia e a Finlândia e a Suécia” e que estes três países “saberão encontrar uma plataforma de consenso”.

Já questionada sobre as críticas do PCP ao “explícito empenho do Governo português” no apoio manifestado à candidatura da Finlândia e da Suécia à NATO, a ministra da Defesa limitou-se a declarar que “é a vontade legítima de dois países soberanos, que apresentarão a sua candidatura procurando reforçar a sua segurança com esse movimento”.

“Portanto, temos de respeitar e acolher essa vontade soberana desses países”, concluiu.

Na segunda-feira, em comunicado, o PCP deplorou “o explícito empenho do Governo português neste novo alargamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e na escalada da confrontação”, no que classificou como “uma clara expressão de submissão aos interesses dos Estados Unidos da América (EUA)”.

À saída da reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros celebrada na segunda-feira em Bruxelas, o chefe da diplomacia portuguesa reiterou que “a posição do Governo português será de acolhimento muito positivo e de apoio para a adesão rápida da Suécia e da Finlândia”, sublinhou a necessidade de “um processo de adesão acelerado”, atendendo ao atual contexto da agressão militar russa na Ucrânia, e disse mesmo contar que Portugal esteja entre membros da Aliança “mais rápidos” a ratificação a adesão dos dois países.

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