"É muito lamentável que a entrega contratual de gás natural seja suspensa. No entanto, temos tido o cuidado de nos prepararmos para esta situação", disse o diretor-geral da Gasum, Mika Wiljanen, num comunicado, assegurando que "não haverá cortes na rede de distribuição de gás".

Segundo a empresa finlandesa, o maior distribuidor de gás natural liquefeito (GNL) nos países nórdicos, a partir de sábado e durante todo o verão fornecerá aos seus clientes gás natural de outros fornecedores através do gasoduto Baltic Connector.

Indicou também que a sua rede de estações de abastecimento de gás continuará a funcionar normalmente.

A Gasum avisou na terça-feira que se recusava a pagar o gás que compra à Gazprom em rublos, como a Gazprom exige aos seus clientes europeus, e anunciou que levaria o caso à arbitragem internacional.

Em abril passado, a Gazprom exigiu que a Gasum e outras empresas energéticas europeias começassem a pagar o gás em rublos em vez de euros, na sequência de ordens do Kremlin para contornar parte das sanções financeiras impostas pela UE em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Hoje, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse numa conferência de imprensa que a Rússia não iria fornecer gás à Finlândia gratuitamente, na sequência da recusa da empresa em pagar em rublos.

A Gasum, propriedade do Estado finlandês, é também o maior fornecedor de biogás nos países nórdicos e tem operações na Finlândia, Suécia, Noruega e Alemanha.

A Finlândia importou cerca de 2.200 milhões de metros cúbicos de gás natural em 2021, 92% da Rússia, embora este combustível represente apenas 5% de toda a energia consumida no país nórdico.

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