Este serviço, “dirigido a pessoas que precisem de algum apoio”, é uma das novidades hoje anunciadas, numa conferência de imprensa no Jardim Zoológico de Lisboa, para a 4.ª edição do MEO Kalorama que, à semelhança das anteriores, irá acontecer no Parque da Bela Vista.

No recinto há vários espaços preparados para acolher pessoas com deficiência, cujas equipas serão este ano reforçadas com “uma equipa de acompanhantes, dedicada só às pessoas que queiram ir sozinhas ao festival”, de acordo com a diretora de Sustentabilidade do festival, Dora Palma, em declarações à Lusa.

O acompanhante, que “não é um assistente pessoal”, “é uma pessoa que vai acompanhar, vai indicar onde estão os espaços, pode ir buscar comida, bebida, como um amigo”.

Quem quiser usufruir deste serviço deve, à chegada ao recinto, “dirigir-se às oficinas, às plataformas ou ao espaço para pessoas surdas e haverá sempre uma pessoa que direciona para esta equipa de acompanhantes”.

“Não é preciso inscrição ou marcação. Vai estar sempre disponível a qualquer hora essa possibilidade de acompanhante”, referiu Dora Palma.

De acordo com a responsável, este novo serviço foi criado a partir de uma sugestão do ano passado que surgiu no inquérito feito ao público do festival.

Outras das novidades da 4.ª edição, no âmbito da inclusão e acessibilidades, são o aumento do tamanho da plataforma em frente ao palco maior, onde serão também criados espaços diferenciados por tipo de apoio necessário, e a colocação no recinto de mais casas de banho adaptadas.

À semelhança de edições anteriores, “uma pessoa com 60% ou mais de incapacidade, que leve o atestado multiúso para comprovar, tem direito a um bilhete gratuito para o assistente pessoal”, estará disponível estacionamento para pessoas com mobilidade condicionada, para veículos que tenham dístico, e haverá um ‘shuttle’ adaptado da Estação do Oriente à porta do festival.

Na entrada do recinto haverá equipas de apoio, em frente aos dois palcos maiores haverá “uma zona para as pessoas surdas poderem sentir a vibração do som” e técnicos a fazerem interpretação dos espetáculos em Língua Gestual Portuguesa.

Nas plataformas em frente aos dois palcos maiores estará disponível um serviço de audiodescrição para pessoas cegas e amblíopes.

Além disso, o festival volta a ter uma sala de pausa para pessoas com neurodivergência e uma oficina, “para fazer pequenos consertos nas cadeiras de rodas, o empréstimo de ‘kits’ motorizados que se acoplam às cadeiras e dão maior autonomia”.

A organização do MEO Kalorama nota que “tem havido um aumento” de pessoas com deficiência no público desde a 1.ª edição.

“Percebemos que o público está a vir mais, por isso precisamos de aumentar a plataforma. E está a misturar-se muito. Há coisas necessárias, para conforto e segurança, mas percebemos que as pessoas vêm para se misturar mesmo”, referiu Dora Palma.

A organização do Kalorama anunciou hoje mais 20 artistas e bandas que atuarão na 4.ª edição, encerrando assim o cartaz.

Sevdaliza, Royel Otis, Helena Hauff, 2manydjs e David Bruno estão entre as novas confirmações, que se juntam a bandas e artistas como Pet Shop Boys, Father John Misty, L’Impératrice, FKA Twigs, Azealia Banks, Róisin Murphy, Scissor Sisters, MAQUINA., Damiano David, Jorja Smith, BadBadNotGood e Branko.

Os passes de três dias para o festival custam 105 euros. Os bilhetes diários estão à venda a partir de hoje.

Até domingo estão à venda em exclusivo nas lojas MEO por 35 euros. A partir de segunda-feira, o preço aumenta para 40 euros e estarão disponíveis nos locais habituais.

A partir de 11 de abril o preço do bilhete diário sobe para 55 euros.

O MEO Kalorama é organizado pela promotora Last Tour.