Dizem os cientistas que o confinamento gerou pelo mundo os tempos mais silenciosos de que há registo — nunca as vibrações no solo (ruído sísmico) provocadas pela atividade humana tinham tido uma redução tão grande.

Em Portugal, há lugares onde a pandemia trouxe uma calma que não se ouvia há séculos. Noutros sítios, o silêncio humano permitiu ouvir melhor os animais. Há terras onde o isolamento fez eco com a solidão, mas outras em que as grandes festas se reinventaram em micromomentos de entusiasmo. Por todo o país, o confinamento deixou marcas. Muitas delas sonoras.

A Margarida Alpuim, jornalista do SAPO24, andou pelo país e registou esses momentos, de Viana do Castelo a Monte Gordo.

“O que se ouve quando o país pára” é uma coleção de histórias e de sons que nos mostram como a vida das pessoas e dos lugares foi afetada quando Portugal parou por causa da covid-19.

Do Minho ao Algarve, cada episódio conta uma história. E leva-nos até aos sons que com ela descobrimos.

No episódio de estreia, lançado esta sexta-feira, dia 14, somos surpreendidos pela riqueza que o “silêncio das pedras mortas” trouxe ao Mosteiro da Batalha, nas palavras do diretor do monumento, Joaquim Ruivo.

Na próxima semana, dia 21, vamos até ao Montijo. As grandes festas que animam habitualmente a cidade no final de junho foram canceladas este ano. Mas há quem tenha arranjado uma solução para não deixar cair a alegria.

A cada sexta-feira, uma nova história.

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“O que se ouve quando o país pára” é uma série áudio do SAPO24 com entrevistas e fotografia de Margarida Alpuim, edição de som de Pedro Marques dos Santos e edição de Paulo Rascão.

Este projeto conta com o apoio da Google no âmbito das bolsas para financiamento de reportagens.