De acordo com a agência de notícias estatal russa Tass, a nova lei permitirá a transferência do controlo de empresas que abandonaram a Rússia não por razões económicas, mas por causa do “sentimento antirrusso na Europa e nos EUA”.

A Tass disse que os proprietários estrangeiros ainda poderiam retomar as operações na Rússia ou vender as suas ações.

Muitas empresas estrangeiras suspenderam as operações na Rússia enquanto outras abandonaram por completo o país, mesmo no caso de grupos que tinham feito enormes investimentos.

A Starbucks, Coca-Cola e PepsiCo anunciaram terça-feira a suspensão das suas atividades na Rússia, depois da cadeia de ‘fast food’ norte-americana McDonald’s ter comunicado o encerramento temporário de 850 restaurantes no país, devido à invasão russa da Ucrânia.

A Duma, a câmara baixa do parlamento russo, aprovou na terça-feira o projeto de lei, na primeira de três votações. Após a aprovação final, a proposta irá seguir para a Câmara Alta e depois para ser ratificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que a nova lei torna ainda mais imperativa a saída das empresas estrangeiras que ainda permanecem na Rússia.

“É a última chance de salvar não apenas a vossa reputação, mas também a vossa propriedade”, disse ele em comunicado.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas — cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,3 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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