“Uma pessoa foi realojada hoje e cinco estão a ser agora”, disse a fonte ao final da tarde de hoje, indicando ainda que, no sábado, “mais duas pessoas” vão ser realojadas.

Segundo a fonte contactada pela Lusa, com o realojamento deste grupo de oito pessoas, no sábado ficarão 20 trabalhadores agrícolas no complexo turístico Zmar, inclui “as duas famílias com as crianças” que tinham sido transportadas para o empreendimento.

A transferência destas pessoas acontece “por iniciativa das empresas, que contactaram a câmara” e informaram “que estavam disponíveis para as realojar”, explicou.

“As pessoas estão a ser realojadas em residências disponibilizadas por empresas e as crianças já estão integradas no jardim-de-infância ‘Os Calculinhos’, em São Teotónio, gerido por uma Instituição Particular de Solidariedade Social [IPSS]”, indicou a fonte do município.

No Zmar, como constatou a Lusa no local, “reina” a calma, com cerca de 20 pessoas na zona da entrada, a conversar, sem que se tenha dado conta do realojamento de trabalhadores agrícolas.

A única movimentação foi, ao final da tarde, a chegada, em carrinhas, de alguns dos trabalhadores, com sacos de compras, que se dirigiram para as casas onde estão instalados.

O presidente da Câmara de Odemira já hoje tinha afirmado à Lusa que os imigrantes realojados no complexo ZMar, na freguesia de Longueira-Almograve, não tinham “de sair já”, apesar de a providência cautelar interposta pelos proprietários ter sido aceite pelo tribunal.

José Alberto Guerreiro considerou que a decisão do Supremo Tribunal Administrativo não vai causar “nenhum tipo de sobressalto” ao plano de realojamento de trabalhadores rurais em curso e admitiu que a situação possa ficar resolvida mesmo antes de uma decisão final.

O autarca garantiu que a situação já estava acautelada e adiantou que, a partir de agora, as pessoas que necessitem de ser realojadas serão encaminhadas exclusivamente para a Pousada de Almograve.

As pessoas “estão a ser realojadas já em espaços a cargo das empresas”, acrescentou o autarca, que disse esperar que, no máximo até segunda-feira, todas os casos de realojamento estejam resolvidos.

Nesse sentido, a autarquia está em diálogo com as entidades empregadoras que estão a realojar os seus trabalhadores “já em espaços a cargo das empresas onde trabalham” e com outras que empregaram migrantes que “não tinham trabalho”.

As freguesias de Longueira-Almograve e São Teotónio, no concelho de Odemira, estão em cerca sanitária desde a semana passada por causa da elevada incidência de covid-19 entre os imigrantes que trabalham na agricultura na região.

Na altura, o Governo determinou “a requisição temporária, por motivos de urgência e de interesse público e nacional”, da “totalidade dos imóveis e dos direitos a eles inerentes” que compõem o complexo turístico ZMar Eco Experience, na freguesia de Longueira-Almograve, para alojar pessoas em confinamento obrigatório ou permitir o seu “isolamento profilático”.

Na quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Governo decidiu que a cerca sanitária aplicada nas freguesias de São Teotónio e Longueira-Almograve vai manter-se, mas com “condições específicas de acesso ao trabalho” a partir de segunda-feira.

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