
No ano passado, o ex-presidente norte-americano Joe Biden obrigou a chinesa ByteDance, proprietária da aplicação TikTok, a vender as suas subsidiárias americanas, sob pena de ser banida "por preocupações relativa à segurança nacional".
No início do ano, foi estabelecido um prazo até 19 de janeiro para a venda da aplicação, mas Donald Trump assinou uma ordem executiva que compreendia uma extensão de 75 dias para um possível acordo.
Chegado ao momento de decisão, o TikTok enfrenta outra possível proibição nos EUA a partir do dia 5 de abril, caso a sua empresa-mãe não consiga fechar o acordo e vender as empresas que operam em território americano.
Segundo uma fonte da CNBC, Trump pode anunciar a decisão do futuro do TikTok nos próximos dias. Entretanto, vários novos concorrentes surgiram interessados em comprar a aplicação.
Até sábado, os olhos estão postos no interesse de vários concorrentes. Algumas das empresas que já apresentaram propostas à Casa Branca foram a Amazon, a AppLovin, a Oracle, a Blackstone, a Andreessen Horowitz Software e o fundador do OnlyFans, Tim Stokely.
Qualquer negociação ponderada vai precisar da aprovação da China. No entanto, se a empresa não concordar com uma proposta de um comprador americano até 5 de abril, o TikTok será banido definitivamente dos EUA.
A corrida pela compra do TikTok
O TikTok tornou-se um ator importante no mercado online, tendo em conta, também, o crescimento da loja online, a TikTok Shop. A Amazon é uma da principais interessadas, que poderá beneficiar dos milhares de consumidores.
O impacto do TikTok teve inclusive repercussões na criação de conteúdos da Amazon, que tentou recriar o formato em vídeos curtos, embora sem sucesso. Contudo, a aproximação destas duas empresas permitiu o desenvolvimento de parcerias dentro da aplicação, o que pode sugerir uma preferência no momento da venda.
A partir da Tiktok Shop é possível aceder à Amazon sem sair da aplicação. Este acordo tem gerado criticas em relação à contribuição da aplicação chinesa na "insegurança nacional", cita a CNBC.
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