Os presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, falaram hoje ao telefone com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad al Zani, sobre fornecimento de gás para a UE.

“A parceria UE-Qatar é multifacetada e próspera”, escreveu Michel na sua conta na rede social Twitter, salientando que “a fiabilidade do Qatar como fornecedor de energia é importante para a segurança energética e o abastecimento de gás da UE”.

Também Von der Leyen deu conta, na mesma rede, do “excelente telefonema” com o emir “sobre a intensificação da parceria UE-Qatar, incluindo em matéria de energia”.

A líder do executivo comunitário sublinhou ainda a importância de reforçar a segurança energética do bloco “com todos os parceiros fiáveis”.

Os dois telefonemas, tendo Michel falado com Tamim bin Hamad al Zani horas depois da sua homóloga da Comissão Europeia, tiveram lugar em plena crise entre a UE e a Rússia — o principal fornecedor de gás ao bloco — por causa da Ucrânia.

A Rússia (41,1%) era em 2019 o principal fornecedor de gás à UE, seguida da Noruega (16,2%) a Argélia (7,6%) e do Qatar (5,2%), segundo os mais recentes dados oficiais, sendo também o principal exportador de combustível sólido para o bloco (46,7%).

A Ucrânia e os países ocidentais acusaram a Rússia de ter enviado pelo menos 100.000 tropas para a fronteira ucraniana, nos últimos meses, com a intenção de invadir de novo o país vizinho, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia, em 2014.

A Rússia negou essa intenção, mas disse sentir-se ameaçada pela expansão de 20 anos da NATO ao Leste europeu e pelo apoio ocidental à Ucrânia.

Moscovo exigiu o fim da política de expansão da NATO, incluindo para a Ucrânia e a Geórgia, a cessação de toda a cooperação militar ocidental com as antigas repúblicas soviéticas e a retirada das tropas e armamento dos aliados para as posições anteriores a 1997.

Os Estados Unidos e a NATO rejeitaram formalmente, na quarta-feira, as principais exigências de Moscovo, mas propuseram a via da diplomacia para lidar com a crise.

Em particular, abriram a porta a negociações sobre os limites recíprocos da instalação dos mísseis de curto e médio alcance das duas potências nucleares rivais na Europa, e sobre exercícios militares nas proximidades das fronteiras do campo adversário.

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